Welcome to Escrevi Online   Click to listen highlighted text! Welcome to Escrevi Online

Eco de Solidão

Tempo de leitura: 3 minutos

Sou invisível, sou insignificante, sou algo que ressoa, que deveria ser ouvido, mas não tem uma origem própria, não tenho expressão, identidade ou reconhecimento.

Eu existo, mas não sou notado nem ouvido. É como se eu estivesse presente, mas a minha presença fosse apenas uma repetição vazia, sem impacto no mundo ao meu redor.

“Querido leitor.
Me sinto tão sozinho.”

Cercado de gente, mas ainda sozinho, mesmo estando rodeado de pessoas. Cheguei a conclusão que a pior solidão é aquela que ninguém vê. A dor da solidão silenciosa, que os outros não percebem onde gritar em silêncio dói mais. Quando há sofrimento interno, mas ninguém percebe ou escuta.

Eu existo, mas ninguém nota. O sentimento de ser invisível para o mundo, a solidão que não faz barulho, mas destrói por dentro, essa solidão silenciosa com um impacto profundo na alma. Espero por alguém que nunca vem e sinto a dor da expectativa frustrada e da ausência.

Agora eu sei, ser esquecido é um tipo de morte, a sensação de insignificância e abandono. O eco da minha voz é minha única companhia. Ninguém responde, apenas o próprio reflexo do som. O abraço que eu preciso não existe, desejo por conforto e carinho, mas sem ninguém para oferecer. O esforço para esconder a dor torna a solidão ainda mais pesada. Vazio que nunca é preenchido, a sensação de um buraco interno que nada consegue preencher.

“O silêncio grita.” — O silêncio pode ser tão intenso que se torna insuportável. Todos os dias o sorriso falso de uma alma quebrada. Mantendo as aparências enquanto me sinto despedaçado por dentro.

“Coração frio, mãos vazias.” — Falta de calor humano e de conexão emocional. Esquecido até por mim. Me sinto tão insignificante que até perdi a minha própria identidade, sem nome, sem lugar, não pertenço a lugar nenhum ou a ninguém, o nada me abraça, um “abraço” do vazio absoluto. Somente sombras me seguem.

“O tempo passa, eu fico.” — Enquanto tudo muda e segue em frente, a solidão continua, estou parado no tempo, preso no passado, uma lembrança distante.

Olhos cheios, alma vazia, noite eterna dentro de mim, uma escuridão interna que nunca se dissipa. Me perdi em mim mesmo, na minha própria escuridão, não me reconheço mais, foi um adeus que nunca veio, a espera por um encerramento que nunca aconteceu. Espero por nada, caminho sozinho, marcado pela solidão constante, solidão que nunca passa, nunca desaparece. Sem respostas, sem companhia, somente o silêncio de um sorriso vazio, alma cansada.

Tudo muda, menos a solidão. Esqueceram que existo, me sinto invisível até para mim. Sou um eco sem voz.

error: Não copie, sinta!
Click to listen highlighted text!