Dois Anos Depois
Dois anos depois, ainda cheguei tarde. Dois anos depois, ainda te amo.
Pequenas histórias que nascem do silêncio e se transformam em mundos. Narrativas (narração) breves, mas que carregam ecos longos.
Dois anos depois, ainda cheguei tarde. Dois anos depois, ainda te amo.
Conseguir estar num lugar, numa conversa, num grupo ou ao lado de uma pessoa sem sentir que tenho de me corrigir o tempo todo para merecer ali estar.
Há coisas que magoam mais do que parecem.
O que mais me inquieta não é a discussão. É a mudança. É sentir que a pessoa que era próxima começa a ficar mais distante.
Este ano obrigou-me a olhar para mim com uma honestidade que eu adiei durante muito tempo. Não foi um processo linear e nem sempre foi confortável.
Não quero mais ser o culpado preferido de ninguém. Se te faz sentir melhor acreditar que fui eu o problema, então fica com essa ideia.
E hoje, somos estranhos com memórias. És alguém que já foi tanto, e que agora é tão pouco. Caminhamos como se nunca tivéssemos dividido parte das nossas vidas.
Pois eu não sou o meu pior dia. Não sou apenas o cansaço, apenas o vazio, apenas a insuficiência, apenas o medo.
Quero ser tua calmaria em meio à tempestade, quero ser o amor que acolhe.
A insegurança não apareceu de repente; sempre esteve presente, apenas mais escondida.