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A Protagonista Indesejada

Tempo de leitura: 2 minutos

O coração dispara, o ar falta, a garganta aperta, as mãos suam e tremem, o peito pesa.

É como se o teu corpo dissesse: “ah é? Vais ser o centro das atenções? Então toma este mini ataque de pânico gratuito.”

É exatamente assim que a ansiedade se manifesta, traiçoeira e quase irónica. Quando mais precisas de calma, de segurança, de firmeza, ela chega como uma tempestade silenciosa, apertando o peito, acelerando a respiração, deixando as mãos frias e a mente numa confusão caótica. É como se o corpo inteiro entrasse em modo de alerta vermelho, sem motivo real, sem perigo concreto — apenas a ameaça invisível de ser visto, de ser julgado, de falhar.

E tu, consciente disso, ainda tentas argumentar contigo mesmo: “não há razão, está tudo bem, é só uma situação normal.” Mas a ansiedade não ouve razão. Ela fala mais alto, domina os batimentos do coração, treme a voz, prende as palavras na garganta. E o que deveria ser um simples momento torna-se uma batalha interna para parecer tranquilo, quando por dentro há uma guerra a acontecer.

É esse paradoxo cruel: queres estar presente, queres ser tu mesmo, mas a ansiedade insiste em roubar-te o palco, transformando qualquer exposição num espetáculo de nervos e medo.

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