A Parte Difícil do Novo
É quase poético: o caos que sentes é literalmente o teu cérebro a reorganizar-se para aprender algo belo.
Olhares sobre o dia a dia, o comum que se revela extraordinário quando observado com atenção e traduzido em palavras e crónicas.
É quase poético: o caos que sentes é literalmente o teu cérebro a reorganizar-se para aprender algo belo.
O modo automático chega devagar. Primeiro por cansaço. Depois por hábito. Depois porque simplesmente já não tens energia para pensar no que sentes.
No fundo, ser estrangeiro é aprender a encontrar lar nas pessoas, não nos lugares.
Vamos falar daqueles que começaram a trabalhar antes do tempo. Daqueles que, ainda jovens, sentiram a obrigação de ajudar em casa, com as contas.
Tudo tem solução até o desconhecido e se por acaso não tiver solução, talvez não seja um problema, mas apenas o rumo natural da vida.
E, apesar de entender essa natureza, não deixa de ser duro assistir à forma como o egoísmo molda o mundo.
Nem sempre somos os heróis da narrativa que contamos a nós próprios.
Todos os dias tento encontrar forças, mas o que mais sinto é saudade.
As pessoas são como flores: algumas, quando colhidas, são replantadas e cuidadas, crescem e voltam a florescer ainda mais belas.
Viver uma vida simples não é necessariamente viver com pouco, mas viver com o suficiente.