Nem Sempre Heróis
Nem sempre somos os heróis da narrativa que contamos a nós próprios.
Pensamentos que se alongam, exploram caminhos e se perdem de propósito. Aqui, escrever é também questionar, é um ensaio.
Nem sempre somos os heróis da narrativa que contamos a nós próprios.
Todos os dias tento encontrar forças, mas o que mais sinto é saudade.
Não há pranto, não há raiva, não há nada — apenas a quietude de quem observa à distância sem saber como reagir, a herança do nada.
Quando mais precisas de calma, de segurança, de firmeza, ela chega, a protagonista indesejada.
Qual é, afinal, o verdadeiro preço de fazermos o que realmente queremos?
As pessoas são como flores: algumas, quando colhidas, são replantadas e cuidadas, crescem e voltam a florescer ainda mais belas.
Talvez seja sinal de desistência — e, por uma última vez, a pessoa só queira oferecer um dia normal.
Mais um dia e só me apetecesse ficar deitado — porque levantar significa começar o dia e começar o dia é ter de o preencher.
Quando ninguém vê, até o riso parece inútil.
O gosto bom da felicidade passou. Mas será que foi embora mesmo, ou fui eu que perdi o paladar?