Mesmo quando já imaginas o que a pessoa vai dizer, nunca sabes exatamente como ela precisa expressar aquilo. Às vezes, o essencial não é responder, corrigir ou completar a frase por ela, mas simplesmente estar presente e ouvir.
Cada palavra dita carrega mais do que o seu significado: traz o peso de emoções guardadas, medos, esperanças e até dores que não se revelam de imediato. Completar a fala de alguém pode parecer um gesto de proximidade, mas, muitas vezes, rouba-lhe a oportunidade de se abrir no seu próprio ritmo, com as suas próprias palavras.
Ouvir verdadeiramente é mais do que escutar sons. É permitir que o outro exista sem pressa, sem julgamento e sem interrupções. É segurar o espaço para que ele encontre clareza ao falar, mesmo que a mensagem já esteja clara para ti.
No fim, não é sobre ter razão ou antecipar pensamentos. É sobre oferecer presença, porque, na maior parte das vezes, o que a pessoa realmente precisa não é de respostas — é de acolhimento.