Qual é, afinal, o verdadeiro preço de fazermos o que realmente queremos? De perseguirmos os nossos sonhos, de dedicarmos tempo aos nossos hobbies, de darmos voz aos nossos desejos mais autênticos? Parece que viver de acordo com aquilo que nos move interiormente vem sempre acompanhado de uma cobrança silenciosa, de olhares atravessados, de comentários que questionam as nossas escolhas.
É curioso como, para alguns, só tem valor o que se enquadra nas expectativas sociais, no que é considerado “útil” ou “produtivo”. Se algo foge ao padrão, se não gera reconhecimento imediato ou resultados palpáveis, é logo visto como perda de tempo, imaturidade ou até egoísmo. Mas quem disse que a vida precisa de fazer sentido para os outros?
O que nos realiza nem sempre se explica. Muitas vezes, não é lógico, não é rentável, não segue um guião escrito por terceiros. E talvez seja justamente isso que o torna verdadeiro: a liberdade de escolher algo só porque nos faz bem, porque nos acende por dentro, porque nos devolve a sensação de estarmos vivos.
No fim, talvez o maior preço não seja o tempo, o esforço ou até o dinheiro investido nesses caminhos. O preço mais alto é enfrentar o julgamento alheio, resistir à pressão de se encaixar, e ter a coragem de continuar a viver a nossa própria verdade, mesmo quando ela não faz sentido para ninguém além de nós.