Estranhos Com Memórias
E hoje, somos estranhos com memórias. És alguém que já foi tanto, e que agora é tão pouco. Caminhamos como se nunca tivéssemos dividido parte das nossas vidas.
E hoje, somos estranhos com memórias. És alguém que já foi tanto, e que agora é tão pouco. Caminhamos como se nunca tivéssemos dividido parte das nossas vidas.
Nem todos os dias precisam ser bons, nem todo dia é sol.
Gostava de não ter sido marcado por tanta gente. Amores, amigos, companhias de passagem. Queria ainda ser um livro em branco, ser um começo.
Por ironia da vida, é mais fácil aprender a amar e valorizar alguém quando já não a temos, ou quando estamos prestes a perdê-la.
Pois eu não sou o meu pior dia. Não sou apenas o cansaço, apenas o vazio, apenas a insuficiência, apenas o medo.
A paz de ser suficiente é o ponto de encontro entre consciência e aceitação.
Dar voz à dor é aceitar que sofrer faz parte da vida. Todos, em algum momento, passamos por perdas, falhas ou ausências que nos deixam marcas.
Quero ser tua calmaria em meio à tempestade, quero ser o amor que acolhe.
E, apesar de entender essa natureza, não deixa de ser duro assistir à forma como o egoísmo molda o mundo.
Ainda não sei dar um nome a este sentimento. Mas sei que é bonito. Eu o reconheço. Já senti antes. Voltei a sentir.