A Noite Em Que Nos Conhecemos
Leva-me de volta à noite em que nos conhecemos. Eu não sei o que fazer… continuo assombrado pelo teu fantasma.
Fragmentos de alma colocados no papel. Desabafos, confissões, perguntas que talvez não tenham resposta.
Leva-me de volta à noite em que nos conhecemos. Eu não sei o que fazer… continuo assombrado pelo teu fantasma.
A tua ausência não é indiferente, nem pequena. Farás falta.
A dor mostra quem realmente fica, e quem só estava por perto quando tudo era fácil.
Mais um dia e só me apetecesse ficar deitado — porque levantar significa começar o dia e começar o dia é ter de o preencher.
É como se o teu valor estivesse ligado à performance.
Quando ninguém vê, até o riso parece inútil.
Porque a verdade é que tem sentimentos que só ganham sentido quando já não estão mais ali.
O gosto bom da felicidade passou. Mas será que foi embora mesmo, ou fui eu que perdi o paladar?
Invade-me aquela estranha convicção de que algo essencial se perdeu, uma peça invisível que outrora se encaixava perfeitamente.
A única coisa que muda é que um dia, sem perceber, começamos a conviver com essa dor.