Quando o Sabor se Vai
O gosto bom da felicidade passou. Mas será que foi embora mesmo, ou fui eu que perdi o paladar?
Fragmentos de alma colocados no papel. Desabafos, confissões, perguntas que talvez não tenham resposta.
O gosto bom da felicidade passou. Mas será que foi embora mesmo, ou fui eu que perdi o paladar?
Invade-me aquela estranha convicção de que algo essencial se perdeu, uma peça invisível que outrora se encaixava perfeitamente.
A única coisa que muda é que um dia, sem perceber, começamos a conviver com essa dor.
A sentença ecoa com uma intensidade paradoxal: “A Morte é a Maior Prova de Amor”.
Há dias em que me sinto transparente aos olhos do mundo, como águas cristalinas exibindo reflexos.
Há um momento, entre o silêncio e o caos, em que tudo parece se alinhar dentro de nós, mesmo deixando cicatrizes.
As pessoas sorriem, trabalham, amam, brigam — e nós, aqui dentro, tentando decifrar o que significa ser humano.
Por trás dessa fachada, carregamos um peso invisível.
Perguntei o que havia, e teu sorriso, tão lindo quanto evasivo, disse que nada.
Talvez seja isso que nos torna humanos: essa dança constante entre o tempo e o coração.